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Estrutura de vitrine

Com suas formas retangulares envidraçadas, as vitrinas representam fantasias realistas, que fascinam, envolvem e intrigam o imaginário do consumidor com cenários compostos por símbolos e alegorias. Com propriedade posso dizer que a vitrina é mais que uma caixa iluminada, seus cenários constroem uma narrativa que o público compreende e se surpreende com esse universo tão próximo e, ao mesmo tempo, longe do seu.


Para a vitrina alcançar o efeito desejado é preciso atentar-se a sua estrutura, que é fundamental para garantir a realização do projeto, assim saber o que deve compor esse espaço é fundamental. Vamos a eles.

Vidros. Parte essencial para constituir a vitrina, é a janela por onde a obra é apresentada ao público, normalmente ocupa a maior área possível, mas também pode delimitar espaços menores, variando conforme a disponibilidade da fachada e da loja. Etimologicamente, vitrina vem do francês vitrine, que significa “vidro, vitral, pequeno móvel envidraçado”, ou seja, por definição, vitrinas devem ter vidro.   

Iluminação. É a alma da vitrina, digamos assim, é ela que dá vida a história contada, cria o clima esperado, dá cor e realça as cores dos produtos, cria sombras e dá destaque a determinado produto, enaltecendo as formas e texturas. Para isso a instalação das luminárias e um prévio teste para saber se o efeito desejado está alcançado é importantíssima.

Paredes. Devem ser de madeira resistente e plana, para receberem revestimentos, pregos, parafusos, tintas e adesivos, conforme as vitrinas vão sendo montadas. As paredes de fundo eram bastante comuns no varejo de moda e hoje se utiliza muito o conceito de que o fundo da vitrina é o interior da própria loja.

Piso. Pode ser de painéis de MDF com formatos modulares para facilitar a movimentação e limpeza dos mesmos, esse material pode ser revestido e perfurado quando necessário e trocado sem elevados custos.

Grelha de teto. É uma forma metálica rígida pintada da mesma cor do teto (não deve aparecer ou chamar a atenção) e serve para pendurar móbiles, banners ou manequins. É importante que sejam reforçadas para permitir uma maior liberdade no uso. A grelha de teto agiliza o processo e evita perfurar o teto, e também podem servir de suporte para iluminação especial.


Tomadas elétricas. Sim, elas precisam estar disponíveis! O ideal é que fiquem imperceptíveis, por isso devem estar instaladas em locais que possam ser escondidas facilmente, como as paredes laterais, no teto ou próximas ao vidro.

Persianas. Servem para fechar a vitrina durante o processo de montagem, para que o público não veja a desordem e possa se surpreender depois de pronta.

Portas. Para as lojas que tenham vitrinas fechadas é importante ter uma porta larga para viabilizar a entrada de peças grandes e facilitar o desenvolvimento do trabalho do vitrinista no espaço, a porta deve ser imperceptível para o público.

Sprinkler. É um dispositivo de segurança usado para combater incêndio que deve ser instalado no teto. Como na vitrina são utilizadas lâmpadas, fios elétricos e materiais inflamáveis como manequins, papeis e madeira para compor os cenários o sistema garante que um incêndio não se propague.


Além dos manequins uma série de materiais e alegorias podem ser utilizadas para compor as vitrinas, como manequins, banners, cubos, estantes, móveis, objetos de decoração e tudo mais que a imaginação do vitrinista criar para seduzir o público. Mas esses já não são elementos estruturais e, por isso, não vou me aprofundar agora. 

Matéria:http://www.mmdamoda.com.br/2015/01/estruturas-compoe-vitrina.html

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