“Marca é a soma intangível dos atributos de um produto; seu nome; embalagem e preço, sua história, reputação e a maneira como ele é promovido. A marca é também definida pelas impressões das pessoas sobre quem as usa; assim como pela sua própria experiência pessoal.” Essa é a definição de marca feita por David Ogilvy, em 1964, e que permanece totalmente atualizada nos idos de 2014.
Quando pensamos no Gerenciamento de Marcas (Branding), logo lançamos mãos de estratégias de marketing voltadas para o fortalecimento da marca, as quais devem contemplar cinco objetivos centrais: estímulo a lealdade do consumidor à marca, aumento do conhecimento da marca, aumento da qualidade percebida pelo consumidor, promoção de associações positivas da marca na mente do consumidor e outros ativos diversos que podem ser destacados como diferenciais (potenciais), logo, cada marca terá suas especificidades como design, exclusividade, ludicidade, apelo social, tecidos diferenciados etc.
A metodologia americana de branding, BrandMindSet™, estabelece que para que haja efetivamente percepção de valor, a marca precisa mais do que diferenciação em produtos, ela precisa ser lembrada e amada por seus consumidores. E, para isso, três forças contribuem para distingui-la dos concorrentes:
- Seu valor de marca: seu valor como ativo (Brand Equity), ou seja, quanto o peso da marca influência na percepção de valor do consumidor.
- Força da marca: grau de lealdade do consumidor.
- Imagem da marca: são os pensamentos ou imagens que a marca evoca a partir de suas características físicas, qualidades e até fraquezas.
Assim, forma-se uma Corrente Causal, na qual a imagem da marca determina a força com o consumidor que ajuda a construir seu valor no mercado e no imaginário coletivo.
As vitrines, como ferramentas de comunicação para o varejo de moda, atuam como fortes vetores de valores da marca e no auxílio à construção da imagem, juntamente com outros esforços de gerenciamento de marca. Cada vez mais os consumidores têm demandado características claras e adjetivado as marcas, tornando a comunicação no ponto de venda e nas vitrines um reflexo da expectativa do consumidor.
Por isso, as marcas devem levar seu posicionamento estratégico, assim como seus valores, para os projetos de vitrine. “Na moda, a Dior, a Armani e a Calvin Klein optaram pela beleza [...]. Versace, Gaultier e Donna Karan preferem excitação” (SCHMITT, 2002, p. 126). Isto é, seja qual for o posicionamento da marca (lúdica, social, ecológica, dramática, vanguardista...), isso pode ser trabalhado (de forma clara ou mais subjetiva) nas vitrines, assim como os exemplos abaixo nos mostram.
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| A marca American Apparel tem um posicionamento de total irreverência e uma das suas vitrinas refletiu isso no projeto acima, onde pode se ver um excesso de pelos pubianos nas manequins. |
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| A marca Tom Ford tem um forte apelo sexual e seus projetos de vitrine têm refletido essa imagem. |
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| A marca Diesel, aclamada pelo público GLS, reforça seu elos ao promover uma vitrina temática na loja de São Francisco (EUA). |
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| A marca AussieBum, focada no universo gay masculino, promove vitrinas que valorizam a temática gay, atendendo a expectativa identitária do seu público-alvo. |






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